Traumatismo craniano: orientações essenciais para o paciente

Traumatismo craniano

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Saiba o que fazer e o que não fazer após um Traumatismo Crânio- Encefálico (TCE)

O traumatismo craniano provoca danos cerebrais que, se não tratados de forma urgente, podem levar à morte. Dessa forma, é importante estar por dentro das situações que envolvem esta condição.

Por isso, acompanhe o post e saiba como agir diante desta lesão.

O que é o traumatismo craniano?

Antes de mais nada, é fundamental reforçar o que é esta condição. O traumatismo craniano é uma lesão no crânio provocada por um trauma ou pancada na cabeça. Assim, esta ação pode atingir o cérebro e causar sangramento e coágulos na região.

Situações como acidentes de carro, quedas ou acidentes durante a prática de esportes podem causar o traumatismo. Nesse sentido, os sintomas mais comuns são sangramento na cabeça, ouvido ou rosto, desmaios, perda de memória, alterações na visão e até crises convulsivas.

Quais são os tipos de traumatismo craniano?

A gravidade da pancada ou o grau das lesões causadas no cérebro determinam o tipo de traumatismo craniano, que são:

Leve – é o mais comum, que leva a uma recuperação rápida. É caracterizado por lesões cerebrais menores, com o paciente sendo observado por algumas horas e liberado para seguir o tratamento em casa; Em relação ao nível de consciência do paciente, é classificado na Escala de Coma de Glasgow (abaixo) com pontuação de 14 ou 15.

Moderado – abrange uma área maior do cérebro, proporcionando maior risco de complicações, com o paciente sendo internado e recebendo tratamento na unidade de saúde; Em relação ao nível de consciência do paciente, é classificado na Escala de Coma de Glasgow com pontuação de 9 a 13.

Grave – caracterizado por lesões cerebrais extensas, ocasionando a internação do paciente em uma UTI, por conta das complicações do trauma, que pode envolver sangramentos. Nessa situação o paciente precisará ser intubado. Em relação ao nível de consciência do paciente, é classificado na Escala de Coma de Glasgow com pontuação de 3 a 8.

Como agir após o traumatismo craniano?

Assim, caso tenha sofrido esta lesão, é fundamental que esteja sempre acompanhado por uma pessoa responsável, no mínimo nas primeiras 24 horas, que são as mais críticas. Neste período, é possível que complicações ou novos sintomas surjam de forma inesperada.

Além disso, siga monitorando seu corpo e observando manifestações que, caso venham a se desenvolver, precisam de um suporte médico. Tais sinais podem ser:

1) Sonolência ou dificuldades em acordar (o paciente deve ser acordado a cada 2 horas durante o sono nas primeiras 24 horas);

2) Náuseas e vômitos de difícil controle;

3) Convulsões;

4) Tonturas mais fortes;

5) Dor de cabeça severa;

6) Fraqueza ou dormência de um braço ou de uma perna ou do braço e da perna do mesmo lado;

7) Confusão ou comportamento estranho;

8) Uma pupila (a parte preta do olho) maior de um lado que de outro; movimentos diferentes dos olhos; visão dupla ou outros distúrbios de visão;

9) Pulso muito rápido ou muito lento ou uma respiração diferente.

Portanto, caso perceba inchaço no local do trauma, aplique bolsa de gelo de forma segura, com uma toalha entre a bolsa e a pele. No entanto, se a região continuar aumentando, volte ao hospital.

Mesmo com o traumatismo craniano, você pode seguir se alimentando normalmente. Todavia, é necessário que evite o consumo de bebida alcoolica pelo menos nos próximos 3 dias após o traumatismo, além de evitar uma automedicação sem prescrição médica.

Dessa forma, não tome nenhuma atitude sem o suporte do médico especialista no assunto. Assim, conte com o suporte médico da Tumi Espaço Clínico, marque sua consulta com nosso neurocirurgião e cuide da sua saúde de forma segura!

Referência:
Brennan PM, Murray GD, Teasdale GM. Simplifying the use of prognostic information in traumatic brain injury. Part 1: The GCS-Pupils score: an extended index of clinical severity. J Neurosurg April 10, 2018
https://thejns.org/doi/abs/10.3171/2017.12.JNS172780

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