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Traumatismo craniano em crianças: como agir?

O que é o traumatismo craniano?

Crianças são bem ativas e é normal que apareçam em casa com um machucado no joelho ou um arranhão no braço. Mas um traumatismo craniano nessa fase é, de fato, preocupante e pode acontecer mais frequentemente do que imaginamos. 

Pouca gente sabe, mas qualquer agressão que acarrete lesão anatômica que comprometa o couro cabeludo, o crânio, as meninges ou o encéfalo pode ser considerada um traumatismo cranioencefálico (TCE) e constitui a principal causa de morte e de sequelas na faixa etária pediátrica. 

Os traumatismos são divididos em três tipos, que levam em conta o grau e o impacto do trauma. São eles:

- Leves: responsáveis por até 85% dos casos. Acontece quando, a criança bate com a cabeça na porta porque está distraída ou porque estava correndo, por exemplo. 

- Moderadas: mais raros, porém graves. É quando a criança cai de uma altura maior que a dela. 

- Severas: geralmente fatais, decorrentes de acidentes graves, como quando a criança é arremessada de um determinado lugar, como em brinquedos de parque, por exemplo. 

Como são os primeiros-socorros?

O atendimento deve ser imediato e a primeira medida consiste na estabilização clínica. Ou seja, o paciente é encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para os primeiros-socorros e logo depois os médicos passam a observar a evolução do quadro, levando em conta critérios como idade, perda de consciência (e por quanto tempo), presença de vômitos, cefaleia (dor de cabeça), distúrbios visuais e déficit focal.

Se estiver tudo bem, a criança pode receber alta em alguns dias, mas deve continuar com acompanhamento médico por pelo menos 6 meses depois do ocorrido. 

As consequências do trauma

O problema é que essas consequências nem sempre são tão claras. Alguns traumas não deixam vestígios ou pistas de sua gravidade, além de um simples galo na testa. Por isso, é preciso ficar de olho: sintomas como vômitos, choro, dor de cabeça forte, perda de consciência, sono e irritabilidade constantes são os primeiros indícios de que é necessário procurar o médico. Diante de uma crise convulsiva a criança deve ser levada ao hospital imediatamente.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende dos sintomas: em casos de dor de cabeça e vômito, por exemplo, um analgésico pode resolver. Já em casos de hematomas ou coágulos, uma cirurgia pode ser necessária. Somente o médico pode analisar cada situação - certamente depois de submeter os pequenos a alguns exames físicos com foco neurológico, como nível de consciência, reflexos profundos, movimentação, pupilas e seus reflexos, feridas abertas na cabeça, movimentos anormais, etc.

De toda forma, prevenir é sempre melhor que remediar. Confira se os lugares que seu filho brinca são seguros e mantenha-o sempre sob a atenção de um adulto. 

Fonte: Medical Site

04 de Outubro de 2019

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Leonardo Rocha Carneiro García Zapata - Doctoralia.com.br