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Neurônios artificiais funcionam tão bem quanto os biológicos?

Algumas décadas atrás sonhamos em como a tecnologia poderia interferir no nosso cotidiano e torná-lo mais simples. Essa ambição tão antiga se renova todos os dias e hoje podemos questionar se o desempenho de neurônios artificiais podem ser tão eficazes quanto o cérebro humano. 

Primeiro, é preciso esclarecer: nosso cérebro realiza as tarefas mais complexas com a ajuda dos neurônios. É uma máquina fantástica que opera a uma velocidade de apenas alguns hertz e realiza trilhões de cálculos por segundo, possibilitando ações complexas como como conversar, caminhar ou dirigir com muita facilidade, naturalidade e pouca energia - coisa que os computadores tradicionais ainda não conseguem. 

Para desempenhar algo sequer parecido, os microprocessadores tradicionais desperdiçam muitos recursos, inclusive velocidade e energia. Partindo deste princípio, cientistas e pesquisadores pensaram, então, numa imitação literal do cérebro humano usando redes neurais eficientes. Ou seja, neurônios artificiais seriam dispostos em redes parecidas com as da nossa massa cinzenta. O design é a projeção de um neurônio artificial com nano fios supercondutores. 

Para entender como isso funciona, basta saber como funcionam os neurônios biológicos, que se comunicam por descargas elétricas. A informação é codificada e passada de um neurônio a outro por sinapses - regiões de encontro entre um neurônio e outra célula por onde é transmitido o impulso nervoso. Mas nem toda informação é transmitida de um neurônio a outro, algumas podem ser bloqueadas. Se for o caso, os neurônios só voltam a disparar novas cargas elétricas depois de passado um tempo, normalmente chamado de “período refratário”.

Os novos nano fios supercondutores imitam todas essas características dos neurônios humanos, incluindo o disparo elétrico, o percurso (que inclusive pode ser alterado) e o período refratário. Resolveria o problema da velocidade, já o desempenho energético pode ser combinado com as redes neurais biológicas. As simulações prometem e, se forem bem-sucedidas, podem competir em velocidade e energia com um cérebro real. E aí, futuramente, quem sabe essa rede neural artificial poderá ser configurada para realizar tarefas que exigem reconhecimento de padrões.

Por enquanto é só o começo: os neurônios artificiais podem ser ligados a apenas alguns outros neurônios enquanto os biológicos são capazes de se conectar a milhares de outros pares. 

Fonte: Medical Site

26 de Setembro de 2019

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Leonardo Rocha Carneiro García Zapata - Doctoralia.com.br