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O que são aneurismas cerebrais?

Conceito

As dores de cabeça que uma vítima de aneurisma cerebral pode sentir são diferentes de qualquer enxaqueca. São dores súbitas, intensas e requerem atendimento médico imediato, pois o aneurisma cerebral significa que a parede de uma artéria no cérebro pode se romper a qualquer momento ou já se rompeu. Ou seja, é uma área frágil na parede do vaso sanguíneo, formando uma protuberância ou dilatação que comprime as regiões vizinhas, complicando o fluxo de sangue e oxigênio. 

Sintomas

O grande problema dessa condição é o silêncio, pois até o momento da ruptura ou do crescimento, não há normalmente nenhum sintoma. A manifestação de sinais depende da localização do aneurisma, mas podem incluir fortes dores na cabeça, nos olhos e no pescoço; náuseas e vômitos; perda de consciência ou confusão mental; visão dupla ou perda da visão; fotofobia e convulsões.

É importante frisar que nem todos os pacientes com aneurisma terão suas artérias cerebrais rompidas, necessariamente. Mas caso a ruptura aconteça, resulta em hemorragia cerebral e a probabilidade de óbito é de 50%.

Causas

Ainda que normalmente tenha uma origem congênita, há alguns fatores de risco que contribuem para o quadro, como idade avançada; sexo feminino; tabagismo; alcoolismo; uso contínuo de drogas (especialmente cocaína); hipertensão (aterosclerose); traumas cranianos; infecções e altos índices de gordura no sangue. Todas essas ocorrências podem lesionar a parede do vaso. 

Diagnóstico

Para diagnosticar o aneurisma são solicitados testes como a angiotomografia cerebral e a angiorressonância, que ajudam na visualização das veias e artérias do cérebro. Mas o procedimento padrão é começar com a angiografia ou cateterismo cerebral, mais invasivo que os outros, porém com resultados mais assertivos. Curiosamente, no entanto, o mais comum é que uma pessoa descubra o aneurisma por acaso, quando se submete a uma ressonância magnética ou tomografia computadorizada por outros motivos.

Tratamento

Quanto maior a chance de rompimento, mais urgente deve ser o tratamento, que consiste em dois tipos de cirurgias: 1) Embolização e 2) Clipagem. Esses procedimentos só podem ser realizados se a dilatação da artéria for superior a 5 milímetros e a escolha entre eles vai depender do tamanho e da forma do aneurisma, além das condições de saúde geral do paciente. Se a dilatação for inferior a 5 milímetros, o paciente deve apenas mudar seu estilo de vida para um modo mais saudável, evitando cigarro, praticando atividade física, monitorando o colesterol e a pressão arterial - sempre com acompanhamento médico. 

Ainda que as cirurgias sejam bem-sucedidas, se houver rompimento da artéria, o paciente sobrevive com possibilidade de sequelas motoras e cognitivas, afetando também na sua fala. 

Fonte: Medical Site

05 de Setembro de 2019

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Leonardo Rocha Carneiro García Zapata - Doctoralia.com.br