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O que é o traumatismo cranioencefálico?

 

O trauma cranioencefálico (TCE) ou craniano é uma lesão no crânio provocada por um trauma na cabeça, que pode atingir o cérebro e desencadear hemorragias e coágulos, desmaio, perda de memória, alterações na visão e olhos arroxeados, dores intensas, problemas na fala, sonolência excessiva, perda de sensibilidade, entre outros sintomas. Nas crianças, os sintomas também podem incluir choro persistente, agitação, vômitos, recusa para comer e afundamentos na cabeça.

É considerado um problema de saúde pública, sendo a maior causa de morbidade e mortalidade, atingindo especialmente homens jovens em fase produtiva. Normalmente está ligado a acidentes domésticos/automobilísticos/esportivos ou a episódios de violência, típicos de grandes centros urbanos.

O atendimento deve ser imediato e especializado, pois quanto antes o paciente receber os primeiros-socorros, maiores serão suas chances de cura e menores os riscos de sequelas, que podem aparecer logo após ao acidente ou um tempo depois. As consequências vão desde perda dos movimentos dos membros inferiores, problemas respiratórios, intestinais e urinários até dificuldade de deglutição, apatia, agressividade, irritabilidade etc, trazendo impacto de âmbito funcional, social e econômico. Nesses casos, é necessário uma reabilitação com outros profissionais, como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos ou fonoaudiólogos para melhorar a qualidade de vida do paciente.

Há alguns tipos de traumatismo craniano que são classificados de acordo com a gravidade da pancada, com o grau das lesões (que podem ser focais ou difusas) e com os sintomas apresentados. Eles podem ser:

Leve: felizmente o mais comum, caracterizado por lesões menores, recuperação mais rápida e tratamento caseiro - ainda que o paciente siga em observação;

Moderado: aqui a lesão e o risco de sequelas são maiores, com tratamento e internação hospitalar;

Grave: consiste em lesões mais extensas, com presença de hemorragia interna e internação na UTI.

Em qualquer uma destas situações, o médico fará o diagnóstico lançando mão de uma tomografia computadorizada ou de uma ou ressonância magnética, para só então definir o tratamento mais adequado e seguro. Nos casos mais leves, recomenda-se injeções anticoagulantes para evitar a formação de coágulos e anti-inflamatórios na veia para reduzir a inflamação cerebral. Já nos casos mais graves, a cirurgia é indicada para aliviar a pressão na cabeça e reduzir o sangramento, exigindo internação em UTI porque pode haver necessidade de induzir o paciente ao coma para diminuir a atividade cerebral e acelerar a recuperação.

Apesar de todo desenvolvimento científico e tecnológico, não existem muitas formas de prevenção contra as consequências do TCE. Mas a abordagem deve ser multidisciplinar, sendo uma das prioridades dos interesses público e privado, com projetos educativos para lembrar a importância de ações simples como o uso do cinto de segurança; olhar para os lados ao atravessar a rua; usar o corrimão ao descer em escadas e capacetes ao andar de moto; evitar mergulho em águas rasas, dirigir depois de ingerir bebidas alcóolicas ou subir em lajes sem proteção; entre outras atitudes que podem prevenir acidentes com traumas sérios na cabeça e na coluna.

Fonte: Medical Site

06 de Dezembro de 2019

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Leonardo Rocha Carneiro García Zapata - Doctoralia.com.br